O aleitamento materno é uma medida segura de nutrição do bebê e, como comprovado cientificamente, oferece uma série de benefícios tanto para a mãe quanto para a criança. No entanto, apesar de ser uma forma natural de alimentação, há uma série de dúvidas que continuam a existir em torno do tema.

Por isso, aproveitando que o mês de agosto é dedicado a incentivar o aleitamento materno, reunimos e respondemos aqui as dúvidas mais comuns sobre o tema. Confira!

Quais as principais vantagens de amamentar o bebê?

De acordo com o Guia do Ministério da Saúde sobre Aleitamento Materno e Alimentação Complementar, amamentar tem diversos benefícios para o bebê:

  • Protege contra infecções infantis;
  • Evita a morte de crianças com menos de 5 anos por causas preveníveis;
  • Evita a diarreia, principalmente em crianças mais pobres;
  • Evita infecções respiratórias e de ouvido;
  • Diminui o risco de alergias respiratórias;
  • Reduz o risco de hipertensão, colesterol alto e diabetes, no futuro;
  • Reduz também as chances de desenvolvimento de obesidade tanto durante a infância quanto na vida adulta.

Outros benefícios estão relacionados com a melhor capacidade de desenvolvimento cognitivo (da inteligência) e da cavidade bucal, proporcionando melhor alinhamento dos dentes no futuro.

Vantagens para a mãe

Para as mães, amamentar aumenta a proteção contra o desenvolvimento de câncer de mama, de ovário e de útero, reduz as chances de sangramento no útero (quando o bebê é amamentado até uma hora após o parto) e contribui para a recuperação do peso anterior à gravidez de maneira mais rápida e saudável.

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Por quanto tempo devo continuar amamentando a criança?

A amamentação deverá ser exclusiva até os seis meses de vida da criança e complementar após os seis meses, fase em que se deve iniciar a introdução alimentar. Isso ocorre porque, a partir dos seis meses, a criança passa a ter uma tolerância gastrointestinal e capacidade de absorção de nutrientes mais satisfatórias em razão das adaptações fisiológicas do próprio organismo.

Sendo assim, entre os seis e os 12 meses, o leite materno costuma contribuir com aproximadamente metade do fornecimento de energia de que o bebê necessita. Entre os 12 e os 24 meses, essa contribuição passa a ser de 1/3. Desse modo, conclui-se que o leite materno continua sendo uma fonte importante de energia e de nutrientes até o segundo ano de vida do bebê, no caso daquelas mães que conseguem manter o aleitamento prolongado.

Qual o número ideal de mamadas por dia?

Não há um número ideal de mamadas e esse conceito é reforçado tanto pelo Ministério da Saúde quanto pela Sociedade Brasileira de Pediatria. Sendo assim, a recomendação é de que a criança seja amamentada em horários sem restrições e por quanto tempo desejar. A isso se chama de amamentação por livre demanda. O que se sabe é que, em média, um bebê saudável mama de oito a 12 vezes por dia.

O que devo fazer se não consigo amamentar meu bebê?

A primeira medida é buscar ajuda junto ao seu médico, ao pediatra do bebê ou alguma unidade que trabalhe com banco de leite humano. Em geral, a maior parte das mulheres é capaz de amamentar, mas pode enfrentar dificuldades iniciais, como a posição correta do bebê para o favorecimento da pega, rachaduras ou feridas nos mamilos e inflamações. Por isso, é sempre válido consultar especialistas antes de definir que não é viável manter o aleitamento.

Pessoas com prótese de silicone podem amamentar?

Sim. A mulher pode amamentar normalmente após seis meses de ter colocado a prótese de silicone, pois, em geral, os dutos mamários já estarão adaptados ao implante após esse período. Além disso, a prótese não influencia a capacidade de produção do leite.

O bebê que está recebendo aleitamento exclusivo precisa beber água?

Não. O leite materno é fonte de hidratação para a criança que o recebe de maneira exclusiva, assim como de todos os nutrientes de que necessita.

É seguro amamentar durante a pandemia do novo coronavírus?

Sim. Além de melhorar a imunidade do bebê, não há evidências, até o momento, de que o leite materno possa ser fonte de transmissão do novo coronavírus. Mulheres que tenham testado positivo para a Covid-19, no entanto, devem ter alguns cuidados especiais durante a amamentação, como: lavar bem as mãos antes de iniciar a mamada, com água e sabão; fazer o mesmo procedimento com as mamas (que devem ser lavadas com água); usar máscara e evitar que o bebê toque seu rosto, olhos ou cabelos.

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Após a mamada, é indicado que o bebê receba os cuidados de higiene, que devem ser feitos por outra pessoa, caso a mãe tenha suspeita ou confirmação da doença, minimizando ao máximo o contato entre a criança e a mãe enquanto ela estiver doente.

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Referências

Saúde da Criança: Aleitamento e Alimentação Complementar; Ministério da Saúde
http://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/saude_crianca_aleitamento_materno_cab23.pdf
Entrevista: pediatra explica o que fazer quando não é possível amamentar o bebê; Fiocruz
https://portal.fiocruz.br/noticia/entrevista-pediatra-explica-o-que-fazer-quando-nao-e-possivel-amamentar
Implantes de silicone interferem na amamentação?; Aleitamento
http://www.aleitamento.com/amamentacao/conteudo.asp?cod=1751
Amamentar com segurança durante a pandemia de Covid-19; Unicef
https://www.unicef.org/brazil/amamentar-com-seguranca-durante-pandemia-de-covid-19

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