Aflição, angústia, perturbação do espírito causada pela incerteza, relação com qualquer contexto de perigo: essas são algumas definições para ansiedade. Quando pensamos no nosso dia a dia, podemos entender a ansiedade como um fenômeno que ora nos beneficia ora nos prejudica, dependendo das circunstâncias ou intensidade.

Quando um ano tão desafiador como este vai chegando ao fim, pode-se dizer que a ansiedade ganha proporções maiores. Além da correria típica do período antes das férias, tem as festas de fim de ano e as preocupações com a pandemia. Afinal, mesmo que o clima seja típico de comemoração, o risco de se contaminar com o novo coronavírus ainda existe e é preciso ficar atento. Por isso, a ansiedade de fim de ano em 2020 pode ser algo ainda mais desafiador.

Veja a seguir as recomendações do Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC), dos Estados Unidos, para proteger a sua saúde e a da sua família nesta época do ano.

Leia mais: Como lidar com a ansiedade em momentos de crise?

Como se proteger da Covid-19 nas festas de fim de ano

Como mencionamos, a epidemia da Covid-19 ainda não está sob controle e é preciso tomar cuidado para que as reuniões familiares não levem a um aumento de casos da doença. As orientações elaboradoras pelo CDC têm o objetivo de complementar (e não substituir) quaisquer leis, regras e regulamentos nacionais, estaduais ou locais de saúde e segurança. Portanto, considere também o que está sendo orientado pelas autoridades e profissionais de saúde de onde você mora.

Veja a seguir as principais orientações do órgão americano para as festas de fim de ano:

  • Famílias devem evitar viagens e comemorações com pessoas de outras residências. Segundo o CDC, quanto mais gente na festa, maiores as chances de transmissão do novo coronavírus. Não exceda a lista de convidados. O ideal é que se reúnam, no máximo, 10 pessoas e que elas morem na mesma casa, de preferência;
  • Para reduzir as formas de contágio, deve-se optar por espaços ao ar livre, orientar os presentes para manter distanciamento uns dos outros e atentar para o horário de término. Quanto antes a festa acabar, menor o risco;
  • Sobre a ceia, a orientação é para que o acesso ao local onde será preparada a comida seja limitado e somente uma pessoa manuseie e sirva a comida para todos, sempre usando máscara. Lavar as mãos antes e após a refeição também é necessário, e todos devem seguir essa medida de higiene e proteção;
  • Todos os participantes devem ter cuidado ao guardar suas máscaras enquanto comem e bebem. O recomendado é manter a máscara em um saco seco e respirável (como um saco de papel ou tecido de malha) para evitar a contaminação entre os usos.

Saiba mais sobre como uma simples reunião familiar pode trazer riscos de contaminação pelo novo coronavírus.

Leia mais: O coronavírus se espalha facilmente por meio de superfícies?

Fatores que favorecem o contágio da Covid-19 em festas

Antes de organizar a festa, vale considerar os apontamentos do CDC sobre como e por que uma reunião de pessoas pode aumentar o risco de você e sua família sofrerem com a Covid-19:

  • Níveis elevados de Covid-19 no local — a família e os amigos devem considerar o número de casos da doença em sua comunidade ou na comunidade onde planejam se reunir para comemorar as festas de fim de ano;
  • Exposição durante a viagem — aeroportos, transporte público, postos de gasolina e paradas de descanso podem ser lugares de exposição ao vírus para quem tem planos de deixar a cidade. Portanto, o ideal é não se deslocar;
  • Local da reunião — reuniões internas, especialmente aquelas em espaço com pouca ventilação, representam mais risco do que reuniões ao ar livre. Se tiver que juntar algumas pessoas, considere esse fator antes de determinar o local da festa;
  • Duração da reunião — reuniões que duram mais representam maior risco do que reuniões curtas. Portanto, considere encerrar a comemoração mais cedo do que de costume e, se possível, não sirva álcool. Seu uso pode fazer com que as pessoas se descuidem das medidas de proteção contra o novo coronavírus;
  • Comportamentos dos participantes antes do encontro — indivíduos que não aderiram de forma consistente ao distanciamento social, uso de máscara, lavagem das mãos e outros comportamentos de prevenção representam mais risco. Faça com que todos os presentes estejam conscientes dessa necessidade para o bem de todo mundo;
  • Importante — pessoas com suspeitas, sintomas ou diagnosticadas com Covid-19 não devem sair de casa. Pessoas com maior risco de doenças graves e idosos também devem ser mais protegidos do que os demais. Considere também uma reunião digital para que todos possam se ver e conversar em segurança.

Diante de tantas exigências, é normal sentir os níveis de ansiedade subirem. Mas como saber que essa sensação é algo momentâneo, típica de fim de ano, ou uma questão que está, de fato, afetando sua saúde mental?

Vamos falar sobre isso a seguir.

Leia mais: Teleorientação e teleconsulta: qual a diferença?

Como saber que ansiedade é um problema para sua saúde

De acordo com o Ministério da Saúde, os transtornos de ansiedade são doenças relacionadas ao funcionamento do corpo e às experiências de vida. Se, por um lado, essa sensação é boa porque estimula a pessoa a entrar em ação, em excesso, faz exatamente o contrário, fazendo com que ela se sinta imobilizada.

Os transtornos da ansiedade têm sintomas muito mais intensos do que aquela ansiedade normal do dia a dia. Eles aparecem como:

  • Preocupações, tensões ou medos exagerados (a pessoa não consegue relaxar);
  • Sensação contínua de que um desastre ou algo muito ruim vai acontecer;
  • Preocupações exageradas com saúde, dinheiro, família ou trabalho;
  • Medo extremo de algum objeto ou situação em particular;
  • Medo exagerado de ser humilhado publicamente;
  • Falta de controle sobre os pensamentos, imagens ou atitudes, que se repetem independentemente da vontade;
  • Pavor depois de uma situação muito difícil.

Para o tratamento, em geral, são recomendados medicamentos (sempre com acompanhamento e receita médica) e/ou psicoterapia com psicólogo ou com médico psiquiatra. A maior parte das pessoas que sofre com ansiedade se sente melhor quando as duas condutas são combinadas. Mas quem vai dizer isso é sempre um especialista, de acordo com cada caso.

Não se esqueça que o diagnóstico precoce e preciso, um tratamento eficaz e o acompanhamento por um prazo longo são imprescindíveis para se obter bons resultados contra a ansiedade, protegendo sua saúde física e mental. Se você se identifica com o quadro ou percebe que as obrigações de fim de ano estão sobrecarregando suas emoções além do normal, procure nossa equipe de teleorientação.

Se você ainda não conhece a opção de serviço com equipe multidisciplinar, incluindo psicólogos que podem ajudar você com os sintomas de ansiedade, clique para conhecer.

Referências:

Ansiedade, Biblioteca de Saúde – Ministério da Saúde

Holiday Celebrations and Small Gatherings – Center for Disease Control and Prevention

Compartilhe agora: