Doenças de verão são aquelas que têm maior chance de ocorrer por conta das altas temperaturas e umidade elevada, típicas do período. Além de exposição ao sol e ao próprio calor, insetos e microrganismos (como fungos e bactérias) podem ser os responsáveis por diversas patologias.

Sensação térmica de calor intenso, boca seca, fadiga, perda de apetite e náuseas, além de queda de pressão, vômito e diarreia podem ser sinais de alerta de que algo não vai bem com o corpo nessa época do ano.

Vamos saber mais sobre as doenças de verão a seguir, com dicas de como se proteger:

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Dengue e febre amarelas são mais comuns nesta época

Como as chuvas são mais frequentes no verão, as chances de conviver com mosquitos causadores de doenças, também são maiores. Por isso, é preciso tomar cuidado redobrado com qualquer recipiente que possa acumular água e se tornar um lugar favorável para sua reprodução.

Sobre a dengue

No caso da dengue, o mosquito causador da doença é o Aedes aegypti, que pode ser combatido com hábitos domésticos simples, como limpar calhas e caixas d’água e recolher o lixo. Usar repelente de insetos e roupas compridas e leves também podem ser formas de proteção eficaz contra o mosquito.

De acordo com o Ministério da Saúde, ao apresentar sintomas como febre alta, dor de cabeça, dor atrás dos olhos, dores pelo corpo e náuseas, você deve procurar imediatamente orientação médica e não se automedicar.

Sobre a febre amarela

Mesmo que possa ser transmitida em qualquer época do ano, a febre amarela pode ser considerada uma doença de verão, principalmente devido ao aumento do deslocamento durante as férias. Por isso, é importante saber se há exigencia de vacina estipulada pela cidade do seu destino, que deve ser tomada dez dias antes da viagem.

A febre amarela silvestre é transmitida, normalmente, pela picada do mosquito infectado Haemagogus janthinomys e pode levar à morte. A vacina é a principal forma de prevenção e é recomendada para toda a população a partir dos nove meses de idade. 

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Intoxicação e desidratação também são doenças de verão

As temperaturas altas são os principais fatores que provocam a intoxicação alimentar e hídrica: doenças de verão causadas, respectivamente, pelo consumo de comida e água contaminadas.

Por isso, para evitar os problemas, é necessário estar sempre atento à segurança, qualidade e conservação do que for consumir na rua. E, dentro de casa, cuidar para que tudo seja preparado com higiene e armazenado corretamente.

Os principais sintomas de intoxicação podem ser diarreia, febre, náuseas e vômitos. Como essas condições podem levar à desidratação, é importante procurar orientação médica e acompanhar o quadro.

A desidratação ocorre quando a eliminação de água é maior que a quantidade ingerida e se caracteriza pela baixa concentração de água e sais minerais, impedindo o organismo de realizar funções que são vitais. 

Lembrando que a exposição excessiva ao sol e calor também pode levar à desidratação por conta do aumento da sudorese (secreção de suor pelo corpo). Por isso, procure ingerir muito líquido (de preferência, água), consumir alimentos frescos e leves, evitar o consumo de alimentos ultraprocessados (inclusive o de bebidas açucaradas) e usar roupas adequadas para a estação, evitando assim o problema.

De acordo com o Ministério da Saúde, podem ser sintomas de desidratação:
  • Olhos fundos;
  • Ausência de lágrimas quando a criança chora;
  • Boca e língua secas;
  • Ter muita sede e beber água ou outro líquido muito rápido;
  • Diminuição da quantidade de urina;
  • Afundamento da moleira (no caso de bebês).

Se apresentar dois ou mais sintomas, é necessário procurar atendimento médico, sendo que, no caso de idosos e crianças, a desidratação pode ser mais grave. Portanto, os cuidados devem ser redobrados nesses casos.

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Proteção solar e cuidado com a pele também evitam doenças de verão

Além de desidratação, a exposição excessiva ao sol e tempo quente também pode causar outra doença de verão: a insolação. Nesse caso, a recomendação é buscar sombras, beber ao menos dois litros de água por dia, usar o protetor solar de forma adequada e evitar as horas com maior concentração solar (entre 11h e 16h).

Mas as medidas de prevenção não param por aí. De acordo com a Sociedade Brasileira de Dermatologia, para se proteger corretamente do sol e do calor, é importante usar chapéu e roupas de algodão nas atividades ao ar livre. Elas bloqueiam a maior parte da radiação solar, enquanto os tecidos sintéticos, como o nylon, bloqueiam apenas 30%. Outro objeto que tem extrema importância são os óculos de sol, que previnem catarata e outras lesões nos olhos.

Quanto ao uso de filtro solar, os especialistas explicam que o produto deve ser aplicado diariamente, e não somente nos momentos de lazer.  Aqueles com fator de proteção solar (FPS) 30, ou superior, são recomendados para uso diário e também para a exposição mais longa ao sol (praia, piscina, pesca etc.).

Lembrando que a exposição excessiva e/ou desprotegida ao sol, além de desidratação e insolação, pode causar envelhecimento precoce e aumentar o risco de se desenvolver câncer de pele.

Mas não é só com isso que a pele pode sofrer no verão. A combinação de sol, areia, praia, piscina e excesso de suor elevam os riscos de algumas doenças da pele como micoses, brotoejas e acne solar. Saiba mais sobre elas a seguir:
  • Micoses — infecções causadas por fungos e que podem ocorrer na pele, unhas e cabelos, sendo mais frequente nos pés, virilha e unhas.  A melhor forma de evitar o problema é manter hábitos como se secar bem após o banho, evitar andar descalço em pisos constantemente úmidos (lava-pés, vestiários, saunas), evitar calçados fechados o máximo possível e usar o próprio material para manicure;
  • Brotoejas — pequenas erupções que surgem, especialmente em bebês, devido ao contato da pele com o suor, principalmente nas “dobrinhas” da própria pele ou das roupas. Podem ser bolhas transparentes com pouca coceira ou “bolinhas” avermelhadas que coçam bastante. Usar roupas leves e soltas e evitar locais muito abafados, que propiciam a sudorese excessiva, são algumas dicas de prevenção;
  • Acne solar — provocada pela mistura da oleosidade aumentada da pele, sudorese, uso do filtro solar e da própria radiação solar. Para se proteger, a recomendação dos dermatologistas é lavar o rosto com um sabonete adequado para o tipo de pele, usar tônicos mais adstringentes (de preferência, sem álcool) e filtros solares com base aquosa ou em gel, o que pode diminuir a oleosidade.

Se você se identifica com os sintomas de doenças de verão ou tem dúvidas sobre como prevenir algo específico, converse com nossa equipe multidisciplinar. Clique para conhecer.

Referências:
Sociedade Brasileira de Dermatologia – Cuidados com a pele no verão
Ministério da Saúde alerta para doenças do verão
Ministério da Saúde – Verão 2020: atenção e cuidado com a alimentação nas férias

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