Algumas vacinas contra a COVID-19 receberam autorização para uso emergencial no Brasil e já começaram a ser aplicadas na população. Ainda assim, a Organização Mundial da Saúde (OMS) reforça que, embora as vacinas possam ajudar a acabar com a pandemia, elas não resolverão tudo.

À medida que a crise da COVID-19 continuar, ainda será necessário adotar os cuidados recomendados para evitar que o vírus se espalhe e cause mais mortes.

Assim, mesmo com a vacinação em andamento (e até mesmo depois de vacinado), é preciso seguir e adotar uma abordagem do tipo “faça tudo”, incluindo as medidas de proteção:

  • Higienizar as mãos frequentemente com água e sabão ou álcool em gel;
  • Cobrir a boca com o antebraço quando tossir ou espirrar (ou utilizar um lenço descartável e, após tossir/espirrar, jogá-lo no lixo e lavar as mãos);
  • Manter-se a pelo menos 1 metro de distância das outras pessoas;
  • Usar máscara de proteção todo o tempo em que estiver fora de casa.

De acordo com a OMS, individualmente, essas medidas de proteção funcionam inclusive contra as novas variantes identificadas até o momento.

Uma vez relembradas as medidas de segurança contra a COVID-19, vamos responder a algumas dúvidas comuns com relação à vacina.

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Como funciona uma vacina?

As vacinas são obtidas a partir de partículas do próprio agente agressor, na forma atenuada (enfraquecida) ou inativada (“morta”). Uma vez que a substância com esses agentes é injetada no organismo, ela estimula o corpo a produzir anticorpos que reagirão lutando contra aquele corpo estranho (ainda que ele não tenha o potencial de provocar a doença). Desse modo, quando o organismo for realmente exposto à uma carga viral ou bacteriana – dependendo do caso – relevante o bastante para causar a doença relacionada à vacina, ele estará, por meio do sistema imune, mais bem preparado para combater esse invasor.

A vacina contra COVD-19 ficou pronta tão rápido. Isso é seguro?

O tempo de produção de uma vacina não invalida sua segurança ou eficácia. Lembre-se de que o mundo inteiro se voltou para o seu desenvolvimento, o que justifica que tenha ficado pronta em tempo recorde. Além disso, todas as vacinas já existentes, e as específicas para a COVID-19, são submetidas a ensaios clínicos rigorosos que não são dispensados mesmo diante de uma situação de emergência. Portanto, as vacina contra COVID-19 que passaram por testagem são seguras, sim.

A vacina é mesmo necessária para combater a COVID-19?

Ainda que existisse um tratamento específico e eficiente contra a doença, a vacinação seria necessária, sim. A vacina é capaz de interromper a circulação do vírus de forma controlada e sustentada, desde que grande parte da população seja vacinada. Só com a imunização de todos, o novo coronavírus deixará de ter hospedeiros, reduzindo drasticamente o número de infectados.

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Então, todo mundo precisa tomar a vacina?

Preferencialmente, sim, desde que não haja contraindicações específicas para a saúde. Inclusive, todas as vacinas aprovadas contra a COVID-19 foram testadas em pessoas com comorbidades, como obesidade, câncer, hepatite, diabetes, HIV e cardiopatias. Tomar a vacina contra a COVID-19, além de proteger o próprio organismo, protege toda a comunidade. Quanto mais gente se imunizar, melhor para você e para todos.

E quais são as contraindicações para a vacina da COVID-19?

Conforme estabelecido pelo Plano Nacional de Imunização do Ministério da Saúde, no Brasil, as contraindicações para a vacinação são para:

  • Pessoas menores de 18 anos de idade;
  • Gestantes e puérperas (a menos que a vacinação tenha recomendação médica);
  • Pessoas que já apresentaram uma reação anafilática confirmada a uma dose anterior de uma vacina contra COVID-19;
  • Pessoas que apresentaram uma reação anafilática confirmada a qualquer componente das vacinas.
A vacina vai impedir a infecção pelo novo coronavírus ou evitar os sintomas da COVID-19?

As vacinas que já estão sendo utilizadas foram eficazes em diminuir a proporção de casos sintomáticos da doença em até 95%. Ainda que tenham observado que a vacina contra COVID-19 reduz a circulação do vírus, ainda não se sabe se ela evita a infecção. Por isso, mesmo que a pessoa tenha se vacinado, é preciso continuar seguindo as recomendações de proteção contra a doença, com chance de contrair ou transmitir o novo coronavírus.

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Existem efeitos colaterais dessa vacina?

Toda e qualquer vacina pode causar desconfortos como tontura, além de vermelhidão e inchaço no local da aplicação. Assim como qualquer medicação, raramente se observam efeitos colaterais graves. As pesquisas atuais para as vacinas contra COVID-19 ainda não tiveram tempo para detectar eventuais efeitos colaterais tardios, mas isso não é motivo para ter medo. Nenhuma das vacinas aprovadas provocou reações fora do esperado, apenas as mais comuns, como fadiga, dor de cabeça, dor muscular ou nas articulações, calafrios, febre e os desconfortos mencionados anteriormente.

Outros fatos importantes sobre a vacina contra COVID-19
  • Não se deve tomar mais de um tipo de vacina para COVID-19. A primeira e a segunda doses devem ser do mesmo fabricante. Por isso, é preciso atenção ao cartão de vacinação;
  • O efeito completo da vacina contra COVID-19 é esperado em 15 a 30 dias após a segunda dose, com variações entre as vacinas já disponíveis;
  • Não é possível que uma vacina contra COVID-19 cause a doença, mas, mesmo vacinada, existe a possibilidade de uma pessoa ser infectada e transmitir o novo coronavírus;
  • As vacinas não acabarão totalmente com a pandemia, mas reduzirão drasticamente a velocidade de propagação do vírus. Além disso, não se sabe quanto tempo a imunidade conferida pela vacina vai durar. Portanto, não é hora de baixar a guarda contra a COVID-19!

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Referências:

Organização Mundial da Saúde

Organização Mundial da Saúde – Perguntas sobre vacinas

Jornal Folha de São Paulo, 17/12/2020

Unimed Brasil

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