Enjoo é caracterizado por um desconforto em ondas no estômago que pode vir acompanhado de mal-estar, suor frio, respiração mais rápida e salivação excessiva.

Da mesma forma, é a sensação de que você está prestes a vomitar e é um sintoma que pode não estar, necessariamente, ligado a uma doença. Tanto que situações como andar de carro, passar muito tempo sem comer, fazer esforço intenso ou mesmo sentir um cheiro ruim podem causar enjoo.

No entanto, quando o quadro dura mais do que horas ou dias, trata-se de enjoo constante. Aí, sim, pode ser sinal de que algo não vai bem com o corpo. Vamos entender as 5 possíveis causas do enjoo constante.

Leia mais: Como se proteger das doenças de verão

1. Enxaqueca causa enjoo constante e sensibilidade à luz e ao som

Dor de cabeça e enjoo podem ser sintomas de enxaqueca. A condição, três vezes mais comum em mulheres do que em homens, é caracterizada por uma dor de cabeça constante, latente e unilateral. O enjoo surge principalmente quando a enxaqueca foi desencadeada por alimentos — cafeína, chocolate, queijos, carnes processadas e bebidas alcoólicas são exemplos.

Mas como diferenciar a enxaqueca de uma dor de cabeça comum? De acordo com a Sociedade Brasileira de Cefaleia, além de enjoo constante, vômitos, sensibilidade à luz e ao som são sintomas comuns de enxaqueca.

O tratamento para a enxaqueca varia muito de uma pessoa para a outra, já que existe uma série de fatores que podem desencadear o problema. Além de ingestão de certos alimentos, variações hormonais, atividade física intensa por longo período, sono de má qualidade, estresse, jejum e uso de medicamentos são alguns deles.

Por isso, se você se identifica com o quadro de dor de cabeça associada a enjoo constante, procure um profissional de saúde para orientação específica para o seu caso.

Leia mais: Prometeu emagrecer? Dietas da moda podem ser uma armadilha

2. Labirintite é quando o enjoo é frequente e vem acompanhado de tontura

Labirintite é uma infecção na parte mais interna do ouvido e que controla a audição e o equilíbrio. A maior parte dos casos é decorrente de uma infecção viral, que faz com que o labirinto fique inflamado. Quando isso acontece, a comunicação que ele manda ao cérebro fica alterada.

Essa falha de comunicação provoca tonturas ou dá uma impressão de que a pessoa está em movimento quando está parada. Por isso, muitas vezes essas sensações causam enjoo constante e vômitos.

A labirintite geralmente é um problema leve, que se resolve em alguns dias ou semanas. Enquanto isso, medicações prescritas pelo médico (clínico geral ou otorrinolaringologista) ajudam a aliviar alguns dos sintomas, inclusive o enjoo constante que prejudica muito a qualidade de vida.

Se você tem tontura associada a enjoo, em meio a uma crise, é aconselhável que faça repouso na cama para evitar quedas até que os sintomas sejam aliviados. Outras dicas importantes, de acordo com o Ministério da Saúde, são:

  • Durante uma crise, manter-se deitado em uma posição confortável (de lado geralmente é melhor);
  • Evitar chocolate, café e álcool;
  • Suspender o cigarro;
  • Evitar luzes de forte intensidade;
  • Manter-se em ambiente calmo e silencioso.

Leia mais: Treino em casa: saiba como evitar lesões

3. Enjoo constante também pode vir de gastrite: uma inflamação no estômago

A gastrite nada mais é do que a inflamação da mucosa do estômago, que se desenvolve como uma resposta do organismo quando ocorre uma agressão à sua integridade.

Na maior parte das vezes, a causa da gastrite é a infecção pela bactéria H. pylori, que pode chegar ao estômago pode meio da água ou alimentos contaminados. Outras causas muito comuns são o uso prolongado de anti-inflamatórios não-esteroides e o consumo de álcool, drogas e cigarro.

A gastrite pode ser completamente assintomática. Mas quando dá sinais da sua presença, traz sintomas como desconforto na região superior do abdômen, queimação, enjoo constante, vômitos, saciedade precoce e até perda de apetite.

É importante procurar ajuda médica assim que os sintomas de gastrite aparecem porque, se evoluir, pode levar à formação de úlceras.

Para determinar o melhor tratamento para o problema, além de exames específicos, o médico investigará seus hábitos de vida e se tem outras doenças já diagnosticadas. Em geral, quando se combate a causa da gastrite, os sintomas desaparecem, inclusive o enjoo constante.

Leia mais: Hipertensão e hipotensão: você sabe como agir?

4. Início da gestação pode ser marcado por enjoo constante

Depois do atraso na menstruação, o enjoo constante é o principal alerta de uma possível gestação. De acordo com a Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia, esse sintoma chega a afetar até 80% das gestantes e costuma ser mais intenso durante o 1º trimestre e, principalmente, pela manhã.

Acredita-se que a causa do enjoo na gravidez venha das alterações hormonais, como elevação dos níveis de estrogênio, progesterona e HCG, que provocam a diminuição na capacidade de esvaziamento gástrico. Além disso, a hipersensibilidade dos sentidos, como olfato e paladar, podem propiciar o enjoo constante.

Algumas medidas podem ser adotadas para combater o enjoo durante a gestação. Comer a cada três horas, fazer repouso, praticar atividade física, dirigir o carro (e não ser passageira), evitar movimentos bruscos, evitar consumir líquidos nas refeições, reduzir a ingestão de café, não se expor a cheiros muito fortes e até comer gengibre são algumas delas.

No entanto, quando o enjoo constante leva também aos vômitos frequentes, é importante conversar com um médico e investigar outras possíveis causas além da gravidez. Isso porque o quadro pode levar à desidratação e/ou desnutrição, o que pode prejudicar a saúde da mulher e a formação do bebê.

Em casos raros, a mulher pode desenvolver um tipo severo de enjoo e vômito denominado hiperemese gravídica, que necessita de internação hospitalar para controle. Portanto, não deixe de procurar ajuda.

Leia mais: Alimentação e saúde: qual a relação?

5. Enjoo frequente também pode vir de transtornos de ansiedade

Os transtornos de ansiedade são doenças relacionadas ao funcionamento do corpo e às experiências de vida. Pode-se sentir ansioso a maior parte do tempo sem nenhuma razão aparente. Também é possível ter ansiedade só de vez em quando, mas tão intensamente, que a pessoa se sentirá imobilizada.

Os transtornos da ansiedade têm sintomas muito mais intensos do que aquela ansiedade normal do dia a dia. Preocupações, tensões, medos exagerados e falta de controle sobre os pensamentos são aspectos emocionais do problema.

Já tremores, cansaço sem motivo, sensação de falta de ar, coração acelerado, suor excessivo, boca seca, tontura e enjoo podem ser sinais físicos de transtornos de ansiedade.

De acordo com o Ministério da Saúde, existem três tipos de tratamento para os transtornos de ansiedade: medicamentos (sempre com acompanhamento e receita médica), psicoterapia com psicólogo ou com médico psiquiatra e combinação dos dois tratamentos (medicamentos e psicoterapia).

A maior parte das pessoas começa a ser sentir melhor e retoma suas atividades depois de algumas semanas de tratamento. Por isso, quase você se identifique com os sintomas de ansiedade, é importante procurar ajuda especializada o quanto antes. Converse com nossa equipe multidisciplinar para ter orientação adequada para o seu caso e comece já a combater o enjoo constante na sua rotina. Clique para conhecer.

Referências:
Sociedade Brasileira de Cefaleia
Biblioteca Atenção Primária em Saúde – Ministério da Saúde – Labirintite
Gastrite: o que é importante saber?  – Centro de Cirurgia Digestiva
Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia
Biblioteca Atenção Primária em Saúde – Ministério da Saúde – Ansiedade

Compartilhe agora: