Embora algumas pessoas vejam o colesterol como um vilão, a verdade é que ele é uma substância importante para o funcionamento do nosso organismo. No entanto, para que seja benéfico, é necessário que seus níveis estejam sempre controlados. Dito isso, vamos saber verdadeiramente o que é colesterol e como ele funciona.

O que é colesterol?

A Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia define o colesterol como um tipo de gordura que faz parte da estrutura de células do cérebro, dos nervos, músculos, pele, fígado, intestinos e coração. Ou seja, uma substância essencial ao bom funcionamento do organismo, como dissemos anteriormente. Isso ocorre porque essa gordura é importante no processo de formação dos hormônios de vitamina D e de ácidos que contribuem na digestão de alimentos, por exemplo.

O Ministério da Saúde reforça ainda que o colesterol é importante na formação de hormônios sexuais e fundamental na constituição do sistema nervoso central, contribuindo para o desenvolvimento de neurônios.

Mas por que o colesterol é visto como vilão?

Isso ocorre porque, em excesso, um tipo específico de colesterol é responsável por uma série de doenças, principalmente as cardiovasculares. Em razão disso, é importante compreender a estrutura dessa substância no organismos e manter os bons níveis.

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Por dentro da estrutura do colesterol

O colesterol total é constituído por diferentes compostos gordurosos, são eles:

LDL (lipoproteínas de baixa densidade, o popular colesterol ruim)

É responsável pelo transporte do colesterol produzido pelo fígado para as células em que serão utilizadas. No entanto, ele pode entrar nas artérias e provocar o entupimento delas, caso esteja circulando em excesso pelo organismo.

HDL (lipoproteínas de alta densidade, conhecido como colesterol bom)

Atua retirando o LDL das paredes das artérias, reduzindo a formação das placas de gordura (aterosclerose).

VLDL (lipoproteína de densidade muito baixa)

Esse tipo de colesterol atua transportando mais triglicérides do que colesterol em si, mas também pode contribuir para a obstrução das artérias e aumento das chances de desenvolvimento de doenças cardiovasculares.

Os tipos mais comuns e os níveis de referência, segundo a Sociedade Brasileira de Cardiologia

LipídeosCom jejum (mg/dl)Sem jejum (mg/dl)Categoria referencial
Colesterol total<190<190Desejável
HDL>40>40Desejável
Triglicérides<150<175Desejável
 Categoria de risco  
LDL<130<130Baixo
 <100<100Intermediário
 <70<70Alto
 <50<50Muito alto
    
Não HDL<160<160Baixo
 <130<130Intermediário
 <100<100Alto
 <80<80Muito alto

Valores referenciais e de alvo terapêutico do perfil lipídico (adultos < 20 anos)

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E como reduzir os índices de colesterol ruim?

Para reduzir o colesterol, principalmente o LDL, é importante manter um estilo de vida saudável com a inclusão de alguns hábitos na rotina:

  • Evitar o sedentarismo;
  • Evitar o consumo de alimentos gordurosos (frituras, queijos amarelos, margarinas, comidas congeladas, biscoitos recheados, embutidos etc.);
  • Preferir a ingestão de alimentos como frutas, verduras, legumes, cereais integrais;
  • Abandonar o cigarro.

Em alguns casos, no entanto, de maneira adicional à mudança do estilo de vida, é preciso incluir também o uso de estatinas na rotina. Esse é um tipo de medicamento que atua no controle do colesterol, principalmente quando ele não está associado apenas ao estilo de vida, mas também a causas genéticas, como é o caso da hipercolesterolemia familiar.

Consequências do descontrole do colesterol

É importante saber que, embora o colesterol esteja bastante associado ao estilo de vida, isso não significa dizer que ele está ligado necessariamente ao sobrepeso. Ou seja, pessoas magras também podem ter colesterol alto. E como consequência desse excesso de colesterol ruim no organismo, elas estão igualmente mais suscetíveis a desenvolverem doenças cardiovasculares, como infarto ou AVC (acidente vascular cerebral), síndrome coronariana aguda, angina e trombose.

Essas doenças são decorrentes, nesse caso, da formação das placas de ateroma (gordura) nas artérias. Portanto, quanto antes for iniciado o acompanhamento e tratamento, se necessário, menor a chance de ocorrência das doenças.

A recomendação da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia é de que a dosagem do colesterol seja feita já a partir dos 10 anos de idade.

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