A pandemia do novo coronavírus desencadeou uma série de problemas na saúde física e mental das pessoas. As alterações de comportamento foram detectadas não só nos adultos, mas nas crianças e adolescentes também.

Devido às determinações de distanciamento social, os jovens tiveram restritos os contatos pessoais com os amigos para cuidar de si e de todos que os rodeiam. As redes sociais até ajudaram um pouco nesse sentido, porém, é fato que eles precisam desse encontro presencial, que inclui atividade como ir à escola, praticar esportes etc, pois estão cheios de energia.

Para além da questão das limitações de espaço físico impostas pela pandemia, há ainda o fator psicossocial, o que é muito preocupante, visto que os problemas que surgem na infância e na adolescência podem ter consequências sérias que perduram até a fase adulta.

Dessa maneira, a crise da Covid-19, e todo o entorno que envolve o tema, chega ao cérebro das crianças por meio de informações que são divulgadas nos meios de comunicação, pelas emoções exibidas pelos pais e outros adultos com os quais elas convivem, assim como pelas mudanças na sua rotina.

O cérebro de cada criança é diferente e reconhecerá os dados recebidos de formas particulares. Podem aparecer pensamentos e emoções como sinais de estresse, que serão transmitidos de diversas formas, tais como:

  • Medo;
  • Insegurança;
  • Irritação;
  • Insônia, entre outros.

Portanto, os pais devem estar sempre ligados e perceber os sinais de alerta que os filhos emitem, às vezes, mesmo sem falar sobre o assunto, para agir o quanto antes.

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56% dos jovens apresentam sintomas negativos relacionados à saúde mental na pandemia

É de extrema importância a preservação da saúde mental das crianças e adolescentes no período da pandemia da Covid-19. Por isso, programas e estudos estão sendo observados cada vez mais pelos órgãos de saúde pública para entender as consequências dos efeitos do novo coronavírus nesse público.

Por exemplo, um estudo realizado pela Inteligência em Pesquisas e Consultoria (Ipec), a pedido da Unicef,  indicou que 56% dos entrevistados relataram que sinais negativos relacionados à saúde mental.

Assim sendo, os principais problemas destacados foram:

  • Mudanças repentinas de humor e irritabilidade;
  • Alteração no sono, como insônia ou excesso de sono;
  • Diminuição do interesse em atividades rotineiras;
  • Preocupações exageradas com o futuro.

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4 dicas para os pais ajudarem os filhos a lidar com a situação

Para evitar que os distúrbios mentais se agravem no cenário atual, os pais devem ficar atentos aos níveis de estresse vivenciado pelos filhos.

Veja quatro dicas de como os adultos podem ajudar os jovens neste momento de pandemia:

  1. Oferecer acolhimento;
  2. Confortar;
  3. Transmitir segurança;
  4. Ensiná-los que é possível aprender com as adversidades.

Como você pode perceber, o papel dos pais é fundamental. Eles precisam atuar de modo rápido e positivo, mostrando que os problemas podem ser vistos por outros ângulos. Por exemplo, os adultos podem ensinar às crianças e adolescentes que essa crise toda poderá ajudar futuramente para que o mundo se prepare melhor para as próximas pandemias que possam surgir e impedir que a mortalidade seja exagerada.

Entretanto, se o jovem perdeu um parente ou amigo para a doença, recomenda-se apoiá-lo durante o tempo que precise para aceitar o fato da melhor maneira possível. No caso das crianças, a boa notícia é que elas têm habilidades que podem contribuir com processo de superação de luto, como a flexibilidade, capacidade de adaptação aos ambientes, regulação melhor das emoções etc. Todas essas particularidades poderão amenizar o sofrimento dos pequenos.

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